Desde a criação...
No mês de março do ano de 2024, o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIN) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), localizado no campus de São Sebastião do Paraíso, comemorou dois anos de atividades acadêmicas. Momento que marca a expansão geográfica e o compromisso contínuo da UFLA com a inovação e a excelência no ensino superior.Desde a aula inaugural realizada em março de 2022, a equipe do ICTIN enfrentou uma jornada de descobertas e desafios. Mais do que um novo espaço acadêmico, o Câmpus Paraíso abriu um caminho de sonhos e inovação com o lançamento do curso de Bacharelado Interdisciplinar em Inovação, Ciência e Tecnologia (BICT), curso que é porta de entrada para a formação abrangente nas áreas de Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção e Engenharia de Software, também disponíveis no ICTIN.“O nascimento desse novo campus não foi sem suas dores de crescimento. Confrontados com um terreno desconhecido, a equipe da UFLA abraçou a missão com coração e determinação, transformando cada obstáculo em uma etapa construtiva. A sinergia entre a direção, o corpo docente e o pessoal de apoio transbordou em uma força coletiva para hoje termos mais do que uma estrutura física, uma comunidade unida pela paixão pelo conhecimento e inovação”, destaca o professor Fernando Ferrari, diretor do ICTIN.História da cidade São Sebastião do Paraíso é um município localizado no sudoeste de Minas Gerais, próximo à divisa com o estado de São Paulo. Conhecida como a “Cidade dos Ipês” e como a “Cidade dos Cafés Finos”, possui uma história fortemente ligada à agricultura, à pecuária e, principalmente, à produção de café. A ocupação da região começou a se intensificar no século XVIII, quando a corrida do ouro no sul de Minas Gerais estimulou a formação de povoados e fazendas. Com o declínio da mineração, os habitantes passaram a se dedicar à agricultura e à criação de gado, favorecendo o surgimento de grandes propriedades rurais. O marco considerado como fundação da cidade ocorreu em 25 de outubro de 1821, quando membros da família Antunes Maciel doaram terras para a construção de uma capela dedicada a São Sebastião. Ao redor dessa capela formou-se um povoado que cresceu gradualmente até se tornar município Durante o século XIX, a expansão da cafeicultura pelo interior paulista influenciou diretamente a região. A proximidade com importantes centros produtores de café, como Ribeirão Preto, favoreceu o desenvolvimento das lavouras em São Sebastião do Paraíso. A cidade tornou-se uma das principais produtoras de café de Minas Gerais, recebendo imigrantes, especialmente italianos, que contribuíram para o crescimento econômico e cultural do município.São Sebastião do Paraíso conquistou sua emancipação político-administrativa em 1870. A riqueza gerada pelo café impulsionou o comércio, a urbanização e a construção de importantes edifícios públicos e religiosos. Ao longo do século XX, a economia se diversificou, incorporando atividades industriais, comerciais e de serviços, sem perder a forte ligação com o agronegócio. Hoje, São Sebastião do Paraíso é um dos principais polos econômicos do sudoeste mineiro. A produção de cafés especiais continua sendo uma das marcas da cidade, que também se destaca pela indústria, pelo comércio regional e pela qualidade de vida. Além disso, os ipês que florescem em diversas épocas do ano tornaram-se um símbolo local e ajudaram a consolidar o apelido de “Cidade dos Ipês”.